15 outubro 2026

Eu upei o char

Já vou começar o post falando de uma coisa que fiz ontem que me deixou muito feliz e orgulhosa. Aqui em Belo Horizonte e região tem a Via Expressa, uma avenida comprida e muito movimentada que até então eu sempre tive medo de pegar.

Ontem por conta do jogo do Atlético, o bairro onde fica a arena estava lotado, o transito super agarrado. Daí respirei fundo e falei com o Namorado "coloca no Waze a rota, vamo passar pela Via Expressa". E reuni toda minha coragem, rezei pra São Cristóvão e fui. 

Daí, eu tive que andar alguns km de pista livre, pude acelerar um pouquinho, colocar uma quarta que esse carro só tinha visto uma vez na vida depois que passou pra mim. Depois de um retorno, na volta, aí o trânsito estava fluindo devagar, então eu só fui andando devagarinho. Por fim, consegui entrar na avenida movimentada e segui para casa. 

Mas pô, eu fiquei tão, mas tão feliz de ter conseguido enfrentar esse medo. Assim, não é enfrentamento o suficiente para pegar ela todos os dias, mas eu senti que upei um pouco meu char nas skills de direção. Hoje eu vim de carro, por pura preguiça de pegar ônibus, e eu acho que isso é ótimo, e é justamente essa preguiça que vai me manter motivada para dirigir.

E, querendo ou não, mais um passinho na minha jornada para me tornar uma adulta premium.

Falando sobre esse assunto de se tornar uma adulta premium, eu escrevi um negócio no Conforme o Inesperado, eu achei que a tendência original era eu passar as coisas de lá pra cá, mas eu acabei querendo trazer de lá pra cá. Fiz o tema do Entreblogs que era falando sobre a infância (queria ter feito o de política, mas acho que vou deixar pra amanhã), que eu acho que me fez refletir um pouco sobre os últimos posts que fiz, falando sobre como as coisas da adolescência começaram a moldar quem sou hoje.
E a conclusão que cheguei que talvez a vida seja uma eterna árvore de habilidades, como um jogo. Que você começa de baixo, e depois vai crescendo e ramificando em direções diferentes, porém a raiz está sempre lá, na base. Não importa pra quão longe seus galhos se espalhem, a raiz permanece.

E talvez seja isso. Talvez eu nunca tenha deixado de ser criança. Eu talvez seja praticamente a mesma Niara, porém com mais "habilidades". Elas existem simultaneamente, uma sendo continuação de outra. Eu adulta tenho responsabilidades diferentes, em níveis diferentes, e a medida que vou desbloqueando "habilidades", vou adquirindo novas missões e responsabilidades. Algumas coisas da base já não fazem mais sentido no nível que estou. Mas a fundação, essa sempre será a mesma.
E bem, pensando que cada escolha e coisa que acontece na vida me levou pra uma ramificação dessa árvore. E o ideal é continuar sempre cuidando, pra que ela não pare de crescer nunca, ou que eu consiga mais EXP para subir de nível nesse jogo da vida. É um jogo difícil, turbulento, que deixa Elden Ring no chinelo, mas, as vezes compensa.

Enfim, encerrando a notícia e o assunto reflexivo, eu queria comentar sobre o anime que comecei/terminei. Foram só 12 episódios, então é foi bem rápido de assistir. E levando em conta que eu gostei muito e estava aproveitando todas as oportunidades pra assistir, até que foi muito rápido.

Yuri is my Job!
é um anime muito bom com as piores CLT do planeta. Juro. De início achei que ia ser uma versão GL de Ouran High School Host Club, com comédia e situações engraçadas. Mas, acho que apesar do anime ter bebido um pouco na fonte, ele foi para um lado completamente diferente, mais voltado pro melodrama.

Na história, Hime, uma garota que tudo o que quer da vida é se casar com alguém rico e viver uma vida boa, portanto usa de sua beleza e fofura para tentar chegar nisso, em um dia tromba com Mai, a pior gerente da história de um café. Mai machuca o braço (porque essa quenga tem osso podre, só pode, porque ela passa os doze episódios com o braço engessado), e então ela "obriga" a Hime a trabalhar em um café temático. 

O café Liebe simula a experiência de garotas vivendo em um colégio interno chique. E consequentemente elas agem como se vivessem romances e histórias, para alimentarem a fantasia dos clientes e clientas. Daí então a Mai, a pior gerente da história de um café, coloca a Hime para trabalhar sem nem explicar esse conceito. 

A Hime, confusíssima, acaba caçando encrenca com a Yano. O que dá uma problemada danada e desencadeia em um pacto fictício de irmandade. E daí então a Mamiya, a amiga stalker maluca, chega e por algum motivo também começa a trabalhar no café. Acontece que a Yano e a Hime foram amigas no passado, e depois de uma briga, elas se odiavam, Mas, no fim das contas tudo se resolve. Aí a Mamiya, a amiga stalker maluca, começa a criar caso com a recém supostamente reatada e supostamente romance entre a Yano e Hime. Tem uma trama de votação de popularidade que parece que tá todo mundo levando muito mais a sério do que deveria, principalmente a Mamiya, a amiga stalker maluca. Daí a Sumika, outra garçonete tenta intervir, vê que vai dar ruim e no fim das contas só faz o pacto de irmandade com a Mamiya. A temporada termina por aí mesmo, insinuando que a Yano talvez estivesse romanticamente apaixonada pela Hime.

Quando eu falo que o anime trata das piores CLT da história, é porque em vários conflitos que o anime apresenta, as personagens parecem esquecer que estão trabalhando. Por exemplo, um dos conflitos que aparecem no flashback que envolvem duas personagens que trabalharam lá podia muito bem ter sido resolvido com uma gerente (a Mai) chamando a atenção das envolvidas e falando algo como "isso não é apropriado para um ambiente de trabalho". Várias confusões poderiam ter sido evitadas se uma personagem dissesse "você precisa manter uma postura profissional" para a outra. E todas as confusões poderiam ser evitadas se a Mai fosse uma boa gerente e tivesse explicado direito pra Hime o que era o serviço e como ela deveria agir. 

Daí então, você só assume que o anime existe porque todo mundo é meio ruim de serviço. Mas fora isso tudo, eu gostei muito mesmo. A trama me deixou presa e eu acompanhei tudo com muita atenção. As personagens são meio subversivas, a Hime é apresentada de um jeito (uma garota fútil e interesseira) e depois você percebe que ela é de outro (uma garota empática e preocupada com os outros), a Yano transmite uma aura de "pelo amor de deus eu só quero trabalhar sossegada" que gostei muito. A Mamiya eu não tive meio pingo de paciência por ela, a Mei eu achei uma imprestável e a Sumika eu achei muito nenê, apesar que faltou saber dar uma bronca mais apropriada, se ela queria preservar o espaço de trabalho. 

No fim das contas, até então ele parece mais um "anime com GL" do que um "anime GL" (tem uma diferença sutil), não dá para saber se as protagonistas vão efetivamente ficar juntas, porque o anime termina sem uma promessa de segunda temporada. Infelizmente, parece que o mangá está em hiatus por problemas de saúde da autora. 

Minha consideração final é que, gostei muito, mas queria que tivessem desenvolvido um pouco mais o casal principal. Mas, vamos ver se um dia continuarem.

Enfim, acho que o post de hoje vai ficar por aqui. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário