22 setembro 2026

Eu me perco na imaterialidade de textos abstratos

Eu não gosto de poesia. Nunca gostei. E eu sei que isso poderia abrir uma amplitude de discussões do tipo "mas música é poesia", mas quando eu falo poesia é aquela expressão de arte através das palavras que já conhecemos. E eu me peguei pensando recentemente, porque raios eu não sou muito fã do gênero.

Isso não é uma crítica a ninguém, a reflexão é sobre mim mesma. O ponto é que, eu estava lendo o post de um blog que eu sigo, e a menina escreve tudo de um jeito meio poético demais. Que não é poesia em si, mas soa abstrato, poético. E nem sei explicar como. Aí eu leio os posts dela e fico pensando algo como "isso tá acontecendo de verdade ou é coisa que você tá narrando/na sua cabeça...?". E não é só ela, alguns outros blogs que acompanho me dão essa sensação de "imaterial". Tipo, de uma persona narrando algo, não alguém que exista no mesmo mundo que eu. 

Mas eu sei que é o jeito da pessoa se expressar, sabe? E não é como se eu desprezasse ou não gostasse, eu só me sinto confusa. Como se o que a pessoa quer comunicar fosse mais difícil de eu processar. Talvez eu seja sonsa demais ou literal demais nas palavras, portanto não consigo interpretar direito as nuances artísticas de um texto. 

E é curioso, porque quando se trata de imagem, eu consigo aceitar o abstrato e o surreal com muita satisfação. Em obras visuais eu consigo perceber o subtexto, interpretar o que seria a intenção, encontrar detalhes significativos. Então, porque não consigo fazer o mesmo com as palavras?

Eu acho minha escrita bem literal, inclusive, não tem muito subtexto ou interpretações ocultas. Nem aqui no blog, nem nos contos e histórias que eu escrevo. E as vezes isso me dá uma sensação que não sou uma boa escritora, por isso. Porque eu leio os textos em blogs que tem uma raiz mais poética, e penso que não consigo reproduzir aquilo. 

Mas, as vezes é mais uma questão de entender que meu estilo de escrita é esse. E assumir isso de vez pode ser até melhor do que ficar forçando algo que não cabe dentro da minha habilidade. Talvez, minha habilidade seja mais narrativa, não expressão artística. Desenvolver uma ideia, um ideal ou um sentimento através da ação de personagens dentro de uma história. 

Exemplo disso, é em A Flor e a Lâmina, é uma forma que eu desabafo muito sobre essa fúria perante as injustiças que não conseguimos mudar. Piratas da Espectro Sideral vem um pouco com a minha revolta com corporações que controlam e manipulam sem perceber quem está por baixo, lutando pra simplesmente existir. Entre Dois Horizontes apresenta minha visão de mundo utópica e distópica ao mesmo tempo, e quais as consequências disso. Então, acho que tudo bem ser mais literal e não compreender muito bem o que está no subtexto, eu sempre fui assim. 

Pensando assim, o que eu preciso melhorar, é minha habilidade dentro dessa forma que eu já escrevo. Aprender coisas que me ajudem a traduzir sentimentos em histórias. Talvez esse seja o caminho.

E acho que é isso a reflexão de hoje.

Enfim, sair de todo esse pensamento reflexivo e falar sobre uma coisa que quase não falo no blog (ironia): Maquiagem. 

Eu encontrei o que posso dizer como o Gloss Mais Bonito que o Mundo já foi Capaz de Produzir ™. Eu não sei se foi ideia original da Ruby Rose, ou se eles copiaram de outra marca, mas o responsável por isso foi alguém que recebeu a bênção e iluminação divina da Deusa da Maquiagem. 

Mas, vamos por partes, começando como que eu cheguei nele, sendo que nem tinha dado moral antes. Negócio foi o seguinte: Como eu comprei o Sunlight errado (que comprei repetido sem querer, achando que era o Bright) eu voltei na loja para pegar o Bright. Mas aí, eu testei esse, o Clear, só por curiosidade. E fui andar na loja enquanto decidia o que mais ia comprar.

Aí em um determinado momento eu vi minha mão. E de repente o gloss tava fúcsia. Tipo, eu passei na mão achando que seria vermelho. Aí eu percebi que ele é um vermelho com muitas partículas finas de brilho roxo a ponto que ele vira um duochrome. E ele tem uns pontos de partículas douradas que dão certa dimensionalidade, por que criam contraste com as cores principais. É uma obra prima em formato de gloss, basicamente.

E daí você passa na boca, ele fica discreto, no sentido de, você poderia usar tranquilamente no dia a dia. Ele dá uma cor na boca e as partículas de roxo dão essa ilusão de fúcsia. Fica lindo, de verdade. Acabou que nem peguei o Bright, até porque o Bright parece com o gloss da Karen Bachini.

Outra coisa que quis aproveitar pra pegar foi o iluminador com brilho dourado.

Teve uma coisa que senti falta no dia que fiz a maquiagem desse post, foi que eu tinha iluminadores dourados, mas nenhum com partícula maior de brilho. Daí pra completar minha coleção e vou parar por aí com essa linha, eu peguei o iluminador Echo. Falei ontem do Noise, mas não cheguei a tirar uma foto testando ele, então coloquei os dois juntos. Dá pra ver bem como o verde também tem partículas de brilho verde e um fundo de cor cobre, que deixa ele bem bonito.

Eu tô doida doida doida pra fazer uma maquiagem combinando esses iluminadores. Eu queria muito combinar esse verde com o roxo que eu tenho da linha Obsidian. Espero que nesse fim de semana eu tenha alguma oportunidade de sair. Alias, também tô bem afim de usar as paletas novas e os glosses novos. Não vou sossegar enquanto não sair de casa parecendo o Edward Cullen, cheia de brilhos coloridos gays. 

Falando nisso eu queria fazer um post falando dos meus iluminadores, porém uma das luzes do meu quarto queimou e ele tá com a iluminação fraca. Tanto que as fotos desse post eu tirei no banheiro, porque a luz lá tá melhor. 

E agora, continuando a saga do Baly de Cereja. Ou eu tô muito doida ou esse da lata rosa é diferente e melhor que o da lata branca. Esse eu gostei de verdade, ficou o docinho da cereja sem aquele fundo amargo. Eu to com a teoria, que o da lata branca é o antigo Baly Freegels de Cereja, que eles colocam esse fundo "refrescante" que só fica péssimo. E esse da lata rosa, é só cereja cereja. Mas, é só uma teoria mesmo.

De qualquer forma, eu gostei, gostei mesmo. Espero que eu encontre mais vezes para comprar. 

Sem falar que essa lata rosa é inteira fofa, pqp. 

Por fim e não menos importante.

Minha mãe fez um flan importado de sei lá onde, e pensa num bagulho sem graça. Mas aí, ela colocou com uma calda de frutas vermelhas caseira, que ficou o supra sumo da sobremesa. 

Vou sugerir pra ela carregar ainda mais na baunilha no próximo (ela colocou um pouco mais nesse, mas ainda ficou bem fraco). Aí ia ficar 20/20.

Outra coisa que eu bem estava querendo fazer era comprar um sorvete de baunilha pra fazer Vaca Preta com Coca Zero. Maldito (ou bendito) dia que fui tomar aquele refrigerante com sorvete edição limitada do Stranger Things no McDonalds, que me viciou nessa bebida. 

Enfim, acho que por hoje vai ser isso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário