Tem gente que infelizmente fracassou emocionalmente na vida. É um problema irremediável. A pessoa passou a vida sem ter um senso de empatia ou se preocupou em criar qualquer tipo de conexão humana, e quando chega a uma certa idade, percebe que a personalidade insuportável dela afastou todo mundo. E como seres humanos são seres sociais, e sendo que a pessoa é insuportável de natureza, ela começa a descontar essa frustração emocional em outras pessoas. Os famosos entitled. Infelizmente não tem uma tradução direta em português para essa palavra, o que é uma pena, porque é um termo que define bem a atitude dessas pessoas.
As vezes, essas pessoas frustradas emocionalmente, elas descontam no trabalho. A vida delas fora do trabalho fica tão emocionalmente desgastada com as pessoas na volta, que o trabalho começa a se tornar um micro universo do último fiapo de controle que essa pessoa ainda exerce sobre as outras pessoas. Nesse caso, é como já aconteceu com a minha mãe, que tinha uma colega de trabalho que infernizava ela sem motivo. As pessoas querem apenas implicar, espezinhar, controlar, se mostrar superiores.
E em outro caso, como foi o do Véio Corno™, ele se acha no direito de menosprezar qualquer pessoa que julgue "inferior" a ele. Esse tipo de pessoa considera que uma pessoa que está o atendendo (como eu, por exemplo) precisa dar a ele um tratamento privilegiado. E no caso, eu nem fui mal educada ou algo do gênero.
Explicando a história. Meu Gerente™ saiu pro horário de almoço mais tarde, assim como o Gerente de Produção™. Daí, quando eu voltei do almoço, eles ainda não tinham voltado. Nisso, chega o Véio Corno™, perguntando sobre o carro dele. Eu procurei alguém que pudesse me ajudar na questão de liberar o carro, porém os dois ainda não tinham retornado. Eu voltei pro Véio Corno™, e falei no tom mais polido que consegui "você poderia esperar um pouco, é porquê quem liberaria o carro pra você ainda não voltou do almoço". Aí ele me perguntou o tempo, e eu respondi que "infelizmente eu não saberia dizer, mas não deve demorar muito", porque eu não sabia que hora que os gerentes iam voltar.
Aí ele começou a reclamar sobre o prazo, que falaram que o carro estava pronto uma hora, aí nesse meio tempo, eu fui contornar minha mesa para conseguir enxergar ele, porque da posição que eu estava, o sol estava me ofuscando e eu nem conseguia ver ele direito. E também porque tinha uma cadeira na recepção totalmente descompensada, e eu fui arrumar justamente pra caso ele quisesse sentar. No que eu dei a volta pela mesa ele diz "Ei, eu tô falando com você!". Aí eu fiquei sem entender porquê do nada ele estava me xingando, sendo que eu estava claramente contornando a mesa. Aí só respondi "vim aqui consertar essa cadeira, vou olhar pra ver se algum deles volta antes e consegue responder quanto tempo".
Nesse meio tempo que fui procurar e estava conversando com o Gerente de Produção™, o meu Gerente™ chegou na recepção. Aí atendeu ele normal e liberou o carro. E o Gerente™, provavelmente tratou ele no mesmo nível de educação que eu, mas como ele podia resolver o problema dele e eu não, e como o Gerente™ tem mais expertise em lidar com esse tipo de Véio Corno™, o Véio Corno™ achou que o Gerente™ tratou ele excepcionalmente. Aí quando voltei pra recepção ele falou com o Gerente™ algo como:
"Seu atendimento é muito bom, viu? Mas a educação da mocinha aqui deixa a desejar."
TÁ CARENTE COMPRA UM HAMSTI, SEU ARROMBADO DO CARALHO. Foi isso, meu sangue ferveu.
Enfim, eu que estava com uma dor de cabeça latente, eu só dei um sorriso que eu espero que tenha transmitido uma mensagem entre "vai tomar no seu cu" e "vou te esfaquear no rim, fica esperto".Agora a raiva passou, mas na hora eu chorei de ódio. Não só pelo Véio Corno™, mas pelo estresse da semana devido ao fluxo de entrega do serviço, que comentei no post passado.
E depois, conversando com o Gerente™, a gente falou muito disso, essa questão das pessoas que são frustradas na vida, e chegam nos lugares e estão carentes por uma atenção privilegiada. Mas você vê pelo nível de personalidade insalubre que ela tem, que ninguém na volta dela suporta. E a pessoa sente isso, mas a culpa nunca é dela, é sempre do mundo.
Eu posso estar sendo maldosa nesse post? Provavelmente. E eu gostaria de ser mais malvada. E no fim das contas eu queria ter pena da vida miserável que essas pessoas levam. Mas não tenho, sabe porquê? Porque justamente eu sei que não tenho a melhor personalidade do mundo mas escolho como vou tratar as pessoas, mesmo estando irritada ou indignada. Não importa se você é um completo babaca, a forma que você trata os outros é sempre sua escolha. E se você está escolhendo ser babaca, eu não vou ter pena de você.
Que apodreça.
E-N-F-I-M.
Não vamos deixar esse post só com revolta, porque tenho coisas boas pra falar, então vamos de breve giro de Daily Life feat. Aspirante a Piloto de Fuga, Comida e Histórico de Atleta (são as tags do post de hoje, basicamente).
Primeiramente, vamos falar sobre a academia. Ontem eu fui e o exercício foi perna. Eu e o namorado por coincidência tivemos a mesma ficha nesse dia, então foi possível revezar praticamente todos os aparelhos, o que foi muito bom. Principalmente porque a gente se ajudava a ajeitar as máquinas e uma atividade que seria chata acabou ficando muito legal e divertida. Eu queria que todas as idas na academia pudessem ser assim, mas tem dias que nossas fichas divergem. Mas, vão existir outras deixas para fazermos os exercícios juntos, porque acho que em algum dos dias que a ficha coincide.
Hoje até então, eu não estou dolorida (AINDA), mesmo fazendo exercício de perna. Eu também peguei leve, igual eu até comentei com o namorado na volta, mesmo que a gente esteja pegando leve, é melhor do que não fazer nada. Fazer devagar é melhor que não fazer. O importante, principalmente na idade que estamos, é se exercitar de alguma forma. Quando eu falo na minha idade, não é que eu estou me chamando de velha (talvez eu esteja). Mas eu tenho a noção que aos 30 é quando a gente precisa começar a prestar mais atenção na saúde, para envelhecer com qualidade. E o exercício físico é uma parte muito importante disso.
Ontem eu saí perfeitamente da garagem complicada, o namorado me ajudou com as manobras, mas eu fui muito bem também. O trânsito de quando a gente sai é muito mais tranquilo, e o tempo de trajeto está sendo muito menor. Apesar que ontem foi o dia do pedestre maluco. Cada um que decidiu andar no meio da rua, atravessar sem olhar, nem prestar atenção, não tava escrito.
Acho que eles vão na fé do "ela não é doida, ela tá me vendo". O problema é que eu sou míope pra caralho, e por causa disso, mesmo com o óculos, eu tenho mais dificuldade de enxergar a noite, e pode ser que eu não esteja vendo. E pode ser que eu seja doida.
Sobre comida, uma coisa que eu queria comentar é que minha mãe está trabalhando em um supermercado de rico, especificamente na padaria. Ou seja, vira e mexe ela está trazendo algum pão diferenciado pra mim. Ela traz normalmente um que estou apaixonada que é o Pão de Pesto. É literalmente isso, um pão com molho pesto na massa, e não é pouco, você sente o gosto do manjericão e do azeite, e tem as nozes no meio. É perfeito, até coloquei ele aqui no status de comida favorita.
Aí esses dias ela trouxe um pão de cacau com gotas de chocolate, que quase chorei de tão gostoso. Tive que me controlar pra não comer ele inteiro de uma vez, porque era gostoso demais.
Ontem ela trouxe um pão recheado com frango e um recheado com calabresa, que tava muito bom mesmo. Também tive que segurar pra não comer inteiro. Fora quando ela traz macarons, doces e outras coisas que vendem no supermercado de rico.
Eu tô sendo feliz demais nesse emprego da minha mãe.
Enfim, acho que pro post de hoje vai ser isso tudo. Já falei até por demais.


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