01 agosto 2026

Se plantar um pé de acho nasce um tanto de quase

Chegamos no mês mais comprido do ano, Agosto. O famoso mês que nunca acaba. Apesar que eu me lembro bem que ano passado, Agosto passou relativamente bem rápido. Não sei o que eu preciso estar fazendo da minha vida para a percepção de tempo mudar a ponto de passar rápido ou demorar. Porque, basicamente é isso né? O que muda não é o tempo, e sim nossa percepção. 

Ah, e esse é o nosso 60º post. Não que isso seja relevante, mas como sempre, queria comentar.

Enfim, eu primeiramente queria comentar uma coisa que me incomodou.

Eu estava vendo os blogs, e vejo no post de um blog que exibe claramente um banner com a mensagem "escrito por humano, não por IA" (em um tom que dá a entender uma aversão por IA, sabe?), a pessoa justamente falando que iria gerar imagens no Gemini. Aí eu pensei algo como "ué, mas aí pode?". Porque para mim, gerar textos e gerar imagem, é a mesma coisa (no sentido de usar IA). 

O ponto é que, porque exatamente isso me incomodou? Como diria a sábia Jout Jout: "O que está acontecendo em mim que está me permitindo ficar incomodado?". Acontece que não foi uma irritação direcionada pra essa pessoa, ou para esse blog específico. Nem sobre usar IA, ou deixar de usar.

Foi meio que... No post de antes de ontem, eu falo sobre não querer me envolver em comunidades, pra ninguém "mexer nas minhas gavetas". E um dos motivos pelos quais eu não quero, é que eu imaginava, pela forma que eu via os blogs se posicionando, com esses banners de anti-IA, que essas pessoas tinham sua cota de desprezo por IA (com motivos que acredito que são mais do que válidos), por serem escritores e artistas. Pelo meu blog e meu layout terem imagens geradas por IA (não o texto, as imagens), que eu iria receber certo desprezo dessas pessoas. 

E aí, eu acho que na minha cabeça, como uma pessoa toda ansiosa, eu vivi a sensação de desprezo, e me revoltei com a hipocrisia vinda daquelas pessoas que supostamente me desprezariam. Sendo que eu nem sei se o desprezo em questão existiria. Aí eu me incomodei com o quê, exatamente...? A situação aleatória que criei na minha cabeça que envolve uma pessoa aleatória que nem sabe da minha existência?

Acho que isso é um grande defeito meu (que eu acho que tem relação com a ansiedade). Eu imagino situações na minha cabeça e fico brava ou triste, sem elas nem mesmo terem acontecido. Sem elas nem terem a remota chance de acontecer.

Pelo menos, quando vim aqui e comecei a escrever sobre o assunto, inicialmente em uma postura mais crítica, acho que comecei a racionalizar a causa dessa irritação minha, e isso acabou virando uma reflexão, que o problema estava era em mim. Acho que é por isso que faço tanta questão de escrever nesse blog, porque posso nomear e entender esses sentimentos esquisitos, e consequentemente lidar com eles.

E fica aí a reflexão.

Mudando de assunto, ontem pela manhã cheguei mais cedo no trabalho, e decidi pela quantidade de serviço que iria começar a trabalhar mais cedo. Logo depois, meu colega de trabalho chegou e abriu o portão. Daí ele subiu para treinar violão e eu fiquei no meu computador. 

E daí, eu me vi na seguinte situação: Eu estava trabalhando em um silêncio absoluto, sem barulhos de máquinas ou pessoas falando (como normalmente acontece). O único barulho era do violão do meu colega, que tocava baixinho uma música agradável. O clima não estava nem frio e nem quente, e um sol gostoso e morninho batia em mim. Eu bebia meu Monster de morango, que é meu favorito. E por um momento, percebi que tudo estava perfeitamente agradável. Fiquei feliz e de bom humor. 

E pensando "acho que se eu pudesse trabalhar assim mais vezes, eu seria menos estressada". 

Mas o que eu fico pensando, e tento muito levar pra vida, é "perceber" esses pequenos momentos agradáveis. Não é exatamente forçar a barra para transformar uma situação ruim em algo bom. É realmente apreciar um momento bom, mesmo que seja dentro do ônibus, ou em casa. Porque na vida corrida, a gente tende a ignorar ou esquecer esses momentos. Ou lamentar que acabaram. 

Tô muito poética, foi o solzinho da manhã que me deixou assim.

(Na verdade, esse post foi escrito ontem, falando sobre ontem, porém publicado hoje. É quase um paradoxo temporal.)

Fora isso, vamos para um pequeno giro da Daily Life

Ontem minha mãe pediu para manobrar o carro, para trocar os carros de lugar. E mesmo estando há uma semana sem dirigir, eu manobrei com tanta tranquilidade que fiquei surpresa. Aparentemente, a gente não perde skill em uma semana, o que é muito bom.

No almoço, fui com o namorado no Subway, mas foi meio triste, porque a salada deles estava meio passada. A alface parecia ter saído da tumba de Tutancâmon, de tão triste tava a coitada. O pimentão estava em desespero. O tomate parecia que não foi cortado e sim assassinado brutalmente em um crime hediondo. Acabou que no final das contas, pedi só picles e azeitona e o tomate true crime. 

Falando em comida, na quinta a noite, eu decidi fazer um sanduiche de patê de ovo. Eu gosto muito, e inventei de comer com abacate porque estava querendo um lanchinho com uma densidade calórica um pouco maior. Até aí tudo bem, ficou tudo ótimo. O que me revoltou é que, quando eu preciso fazer lamen, que o ovo precisa estar lindo e perfeito, ele custa a sair bonitinho. E ontem que eu ia simplesmente amassar o ovo, ele me sai perfeito, imaculado, uma obra de arte. Até tirei uma foto. 

E depois, obviamente amassei e fiz meu patê. 

Minha irmã sugeriu uma coisa que quero fazer, que é assar o alho na air fryer, misturar com manteiga e ter uma deliciosa manteiga de alho. Quero muito testar. Com maionese também deve funcionar bem, também.

Melhor que aquela maionese de bacon decadente da Hellman's.  

Enfim, por enquanto está sendo isso.

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