E isso tá me deixando preocupada.
E obviamente eu sei que é por causa da minha alimentação mais restritiva nos últimos meses. Tem até um nome técnico para isso, eflúvio telógeno, e ocorre justamente de 3 a 4 meses depois do "período de estresse". Então, teoricamente, está normal. Mas, independente disso eu preciso me manter atenta.
Início do mês que vem, muito provavelmente eu vou começar a academia, pois está chegando um ponto que eu acho que meu corpo vai começar a cobrar de mim. Porque com certeza, com essa alimentação, eu provavelmente perdi massa magra. E preciso compensar isso, fazendo um exercício físico. Vou aproveitar a deixa para ir no médico fazer exames, para ver se estou com deficiência de alguma vitamina. Eu realmente não queria ter que tomar suplementos, vou fazer o possível pra compensar o que preciso na minha alimentação. Mas, vamos ver como vai ser.
Atualmente eu estou com 16kg a menos desde que eu comecei essa empreitada de mudar a minha alimentação. E ao mesmo tempo que estou tipo, feliz de estar numa jornada em estar mais saudável, eu não estou me sentindo tão confortável assim com meu corpo. Mas ao mesmo tempo estou, não sei explicar. Mudar nunca é fácil. Acho que passei tanto tempo com o peso que eu estava antes que passei a me reconhecer dessa forma. E agora quando me olho no espelho, com o maxilar mais fino, a bochecha mais marcada, o bumbum menor, o peito menor, o cabelo mais ralo, eu fico com uma sensação estranha de "não parece eu". E o "corpo magro" apesar de muito mais "vangloriado" nem sempre é o que todo mundo gosta, sabe?
E eu ainda tô longe de chegar no nível de "saudável". Tem muitas coisas que preciso investir, a mais urgente é o exercício físico. Mas pelo menos o ponto do sobrepeso parece mais controlado. Como não existe ex-obeso, a obesidade é algo que te acompanha pra sempre independente do seu peso atual, é um cuidado que vou precisar ter daqui pra frente, se eu quero envelhecer com qualidade. O exercício também é importante para isso.
Falando em alimentação, ontem eu percebi algo curioso que nem sei se sei elaborar direito. Um pensamento como "poxa, como eu felizmente sou privilegiada em questão de poder comer bem".Percebi isso quando comprei uma bandejinha de mirtilo. Eu estava no varejão para comprar maçã e banana. Aí vi uma bandejinha com blueberries, ou mirtilos. Pensei "vou levar" e cheguei no caixa o preço era bem caro, R$ 19,90. Eu analisei por um tempinho e falei "ah, de vez em quando não me mata".
Mas depois eu pensei algo como "pô, eu gastei vinte conto com mirtilo", mas não no sentido de tipo "fiz uma compra ruim". É mais no sentido de perceber que, se eu não tivesse acesso fácil a comida, muito provavelmente eu não gastaria 20 reais com mirtilo, essa frutinha que nem é isso tudo. Eu provavelmente escolheria um alimento gostoso que não tenho oportunidade de comer sempre, tipo um fast food, um lanche ou algo do gênero.
Porém, como pra mim é fácil pedir um delivery, ou comer comida de boa qualidade, eu percebi o mirtilo como algo interessante em relação a custo benefício, um "mimo", uma coisa que eu tinha condição de comprar mesmo sendo um valor maior.
Isso que tá na foto foi a minha janta de ontem: Focaccia caseira com ovos mexidos, e no mini-pirex, frutas vermelhas (amora e morango), iogurte desnatado, aveia, mel e os mirtilos. Enquanto eu preparava, eu pensava no que li sobre os desertos alimentares. Tem gente que sequer tem acesso a esse tipo de coisa. E eu consigo comprar com facilidade. E analisando por esse ângulo, comer algo de má qualidade como um hiperpalatável industrializado, parece desrespeitoso com meu "privilégio", quando eu tenho a escolha de comer algo melhor, algo que outras pessoas sequer tem o direito, e com certeza se pudessem, gostariam de comer assim.
Eu posso estar formulando isso errado, e depois pensar de forma diferente ou elaborar melhor esse pensamento, as vezes posso estar até sendo elitista com isso. E não é que eu ache que comer um biscoito ou um chocolate é errado, eu ainda como se alguém me oferece, evitando apenas comprar para mim. Mas quando até mesmo comer é um ato político, escolher uma comida industrializada quando há outra opção, parece que estou sendo conivente com o que as indústrias estão fazendo com as pessoas que infelizmente não tem opção.
E talvez eu esteja tentando tirar alguma lição de algo que nem é tão profundo assim. Mas, sei lá. Vou só tentar a continuar respeitando a comida que como.
Enfim, mudando de assunto e sendo completamente contraditória com o que eu acabei de escrever aqui (pois é um dos poucos industrializados que estou me permitindo comprar para tomar), eu peguei hoje esse Monster de pêssego, e até que gostei. Entrou para a lista de tomáveis junto com o de morango (meu novo amor e a Monster tinha que reconhecer o hype do Monster de morango nas redes sociais e distribuir melhor ele), o de manga sem açúcar, o roxo e o branco. Mas ainda assim, o de pêssego é a última opção, se não tiver nenhum dos outros.Dizem que ele fica bom misturado com Yakult de pêssego. Pra mim que já misturou Monster e shake de proteína, não tenho medo de nada. Depois quero experimentar.
Enfim, acho que por hoje é isso.


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