Eu achava que isso era um problema dele, até começar a trabalhar com um tanto de colegas que eu percebo que ficam repetindo a mesma piada e zoação várias vezes. Tipo, você faz uma brincadeira ou zoação, no momento é engraçado, mas depois eles ficam repetindo a mesma coisa, como se fosse a coisa mais engraçada do mundo e eu simplesmente não consigo entender. E isso me colocou pra pensar que, será que o humor do público geral é de repetição? Será que é por isso que programas tipo A Praça é Nossa e Zorra Total fizeram tanto sucesso, mesmo com as mesmíssimas piadas toda semana?
Não tô falando que eu sou a mestre do humor & piadas, sem falar que meu humor é bem questionável porque eu acho graça nas coisas mais bestas possíveis, mas a questão não é nem o teor da piada, e sim da repetição. É ela que me intriga.
E pensando nisso, até me liguei que hoje em dia o humor e os memes em redes sociais como tiktok ou instagram não são meio isso...? Uma repetição infinita das mesmas piadas e memes, reproduzindo a mesma coisa com pequenas variações? Talvez isso seja uma questão de "poupar cognição" das pessoas, que esperam sempre o mesmo padrão? Ou uma falta de repertório cultural? E acima de tudo, o quanto isso pode ser considerado "ruim"? Enfim, muitas perguntas.
Mudando de assunto, porém não muito, porque voltei o que falei lá em cima no post, hoje eu não vim de carro. Ontem eu fiz hora extra e fiquei tão, mas tão cansada que brinquei com meu pai depois que cheguei que "acho que o carro veio sozinho". Hoje eu queria um descanso. Além do quê, meu namorado não vai voltar comigo hoje, e eu acho que fazer o percurso do trabalho até em casa sozinha é bem maçante. A questão é que, eu preciso conseguir fazer esse trajeto sozinha, porque eventualmente quando começar as eleições, eu vou precisar fazer hora extra, a qual talvez o namorado não consiga me acompanhar. Mas, talvez em outra oportunidade que não foi hoje.
E ainda na vibe reflexiva, eu tava ontem pensando sobre tempo. Durante minha vida toda, eu tive ciclos de tempo muito rápidos, que duravam no máximo dois anos (tô com a sensação que falei sobre isso em um post anterior, mas queria elaborar melhor). Meus pais mudavam muito de casa, então eu recomecei várias e várias vezes, em novas casas, novos lugares, novos empregos. Tudo em um ciclo que durava pouco. E hoje, em 2026, eu comecei a perceber que meu tempo está começando a estabilizar.
Tem cinco anos que estou na minha casa. Dois e uns quebrados que estou no meu serviço atual. Quase três que estou com meu namorado. E eu estou um pouco feliz de estar em um ciclo de tempo mais esticado. Eu sei que a vida é imprevisível e tudo pode mudar de repente, porém eu tinha essa vontade de completar ciclos mais longos de alguma coisa.
Ainda mais porque nesse meio tempo (de cinco anos que estou na minha casa), meus pais reiniciaram os ciclos deles várias vezes. Meu pai por exemplo mudou de estado, voltou, mudou de empresa, mudou de cidade. Minha mãe mudou de cidade, mudou de emprego, mudou de cidade, voltou, mudou de emprego de novo. Então, observando esse ritmo frenético deles, eu meio que percebi que não é isso que me deixa feliz. Mas dessa vez, eu tenho uma casa que posso ficar e estabilidade que consigo tomar a decisão de ficar.
Porque as vezes é realmente isso, nossos pais e nós somos pessoas diferentes, apesar das semelhanças. E nem tudo que funciona pra eles, funciona pra mim. E tá tudo bem, vamos descobrindo na vida adulta o que sou eu, e o que é eles.
Enfim, mudando de assunto completamente, é que tem um restaurante que entrega marmitex aqui, que eu não sei o que acontece, o cheiro da comida deles me embrulha o estômago. E o pior é que meus colegas de trabalho falam que a comida é boa, mas eu não sei o que acontece que me causa essa náusea. Não sei bem se é um cheiro de gordura, ou se é um cheiro de algum tempero, ou tudo junto, mas alguma coisa me dá nojo.O que me faz pensar que justamente depois que fiquei adulta, tomei um certo nojo de self service. Um pavor dessas comidas que são remexidas e requentadas, ainda mais se tratando de pratos quentes que ficam expostos por horas naquelas cubas. Ultimamente, quando eu vou, eu ando comendo apenas salada e carne (sendo que a salada corre o risco de eu pegar verme se estiver mal lavada, e pelo menos a carne é preparada na hora, teoricamente).
No final das contas, quanto mais você come em casa e prepara sua própria comida, mais você fica chato pra comer na rua. Na prática, é um risco alto demais que a gente corre, e as vezes a gente arrisca mesmo por falta de opção, ou para comer algo diferente que não conseguimos preparar em casa. Aí a gente fica marcando os "lugares de confiança" que são os "comi e não morri", e tem dificuldade pra experimentar coisas novas.
Mas, self service continua sendo o ápice do meu nojo. Evito.
Enfim, acho que por hoje é isso.


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