Não vou elaborar mais sobre esse título, pra mim é o mesmo barulho. Acho que o ronco constante e alto dá essa sensação de pátio de obra. E sinceramente não sei muito bem qual o apelo desses carros chiques.
Dito isso, quero dizer que a vinda hoje ao serviço de carro foi um sucesso. Bem, exceto na hora que eu fui passar de terceira para segunda, e sem querer coloquei na quarta e o carro morreu. Isso seria tranquilo se não tivesse um motoqueiro colado na minha traseira (esse povo deve ter problema, é sério). Aí ele achou ruim porque parei repentinamente e veio reclamar. Eu respondi calmamente "coloquei quarta sem querer" e segui a vida. Mas o que eu queria ter xingado era "O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO COLADO NA MINHA TRASEIRA, ARROMBADO?!?". E com a lição de hoje, aprendemos que dirigir é um exercício de controle mental e espiritual. Agora também preciso torcer pra volta ser tão sucesso quanto a ida, porque no dia que o carro quebrou foi quando eu quase estava chegando em casa. Mas tudo bem, se eu chegar em casa em segurança hoje vai ser só vitórias.
Esses dias que fiquei sem carro, voltei de carona com uma amiga que trabalha aqui perto, e ela passa por exatamente o mesmo caminho que eu, apesar que nossos horários não são os mesmos. Tudo que eu conseguia era ficar admirada "nossa, como ela dirige com fluidez, como que ela faz isso tão tranquilamente e naturalmente". E eu estava pensando se justamente um dia vou chegar nesse nível. Esse nível de não sentir ansiosa, com a boca seca e o corpo pesado quando saio do carro. Que vai ser uma coisa natural que nem sei lá, digitar é pra mim. Acredito que sim, só não sei quanto tempo vai levar.
Mudando de assunto, queria aproveitar esse post pra falar sobre superstição. É engraçado porque eu sou uma pessoa com nenhuma crença religiosa em específico, que sempre procura explicação no mínimo científica para as coisas que acontecem. Mas superstições são uma coisa que parece transcender isso e ser uma coisa mais forte que eu. Eu acredito que as crendices populares surjam como alertas para as coisas, porém como não há um embasamento concreto, acaba virando uma coisa sem sentido.Um exemplo, é quando falam algo como "colocar bolsa no chão afasta dinheiro". É claro que a gente não deixa bolsa no chão porque é uma coisa que costuma transferir da rua pra casa, e daí pode haver uma contaminação de bactérias quando você colocar em cima da cama ou sofá, por exemplo. E quebrar espelho, é óbvio que além de espelhos serem caros, quebrar um espelho pode causar ferimentos graves, então era muito mais fácil falar "dá sete anos de azar", para que as pessoas tomassem cuidado. E passar por baixo da escada, o risco real é alguma coisa (de quem está lá em cima) cair na sua cabeça.
E uma que não faz o menor sentido porém que eu faço, é o tal de "cortar calcinhas para jogar fora". Sabe, quando a calcinha está muito velha e você quer descartar, daí pra descartar você precisa cortar ela. O corte não precisa ser completo, pode só abrir ela mesmo. E minha mãe, que passou essa crendice para mim que foi passada para ela através da minha avó, também não sabe explicar porque faz isso.
E eu fiquei pensando nisso porque justamente estava organizando minha gaveta de meia e calcinha, jogando algumas foras e tudo mais, e todas foram devidamente cortadas. Porque isso acontece, será? Digo, no caso a gente acabar se auto induzindo a seguir uma superstição?
Pesquisando um pouquinho, a parte neurológica da coisa, eu descobri que o cérebro tem uma tendência a evitar riscos. Automaticamente, ele pensa algo como "vai que né", onde há uma comparação entre "gasto de energia para seguir a superstição" (como desviar de uma escada) e o risco psicológico que é causado ao não se seguir "será que vai acontecer algo ruim?", o cérebro obviamente prefere a opção mais "confortável". Sem falar que esse tipo de atitude para "evitar risco" proporciona uma sensação de controle, quando você sente que está "cuidando da sua segurança" de alguma forma.
O que no fim das contas, de certa forma é uma explicação científica para as superstições? Bem, independente disso, sigo cortando minhas calcinhas.
Outro assunto que eu queria tirar da cabeça, nada a ver com o acima, é como o imediatismo tá fazendo todo mundo parecer incompetente. Explico:
Quando eu estou no trabalho, normalmente eu tenho uma fila de trabalho. Tipo, os serviços chegam pelo e-mail e chegam pelo whatsapp. Daí então, eu estou aqui seguindo a ordem de serviço e o cliente abençoado liga "viu meu serviço? já mandou pra produção? qual o prazo?". E aí eu que nem mandei um serviço que passa pelo menos por três processos, respondo "não tenho como responder agora", até porque se o serviço nem foi pra máquina, não consigo medir um prazo de produção. Aí o cliente abençoado acha ruim, acha que somos ruins de serviço, quando não nota que ele é um desesperado.
Ou por exemplo, uma situação que o cliente quer ser atendido ou respondido naquele minuto e eu estou fazendo quinhentas coisas ao mesmo tempo. Tem quem possa falar algo como "ah, mas como ele vai saber". Mas acho que isso é uma questão de bom senso, afinal pensar que "se ela está no trabalho e não me responde, provavelmente está com demanda maior" não é tão difícil. Mas como todo mundo só pensa no próprio, acaba que pedem uma velocidade a qual não consigo atender necessariamente. Aí as vezes a gente fica de "ruim de serviço".Mas, pra ser sincera, eu não tenho problema em parecer incompetente. Ainda mais com cliente caloteiro, esses que eu sinto uma certa satisfação em fazer hora com a cara deles. E normalmente são os mais "apressadinhos", que querem buscar o serviço rápido. Eu ligo o slow motion e fico parecendo as preguiças do Zootopia.
Teve um desses clientes inclusive, que disse que tinha pago o serviço pra mim, em dinheiro físico, sendo que não tinha pago. Normalmente, como quase nunca recebemos em dinheiro físico, quando o pagamento entra assim ou eu passo em mãos do meu chefe, ou deixo em um lugar específico, e sinalizo ele. A minha sorte é que meu chefe tem certa confiança em mim (que eu conquistei ao sempre avisar que estou colocando o dinheiro e tudo mais) e viu que era lorota. Mas, imagina se não fosse o caso? Como eu iria provar que não recebi? Desde então, tomei raiva e faço questão de atender esse cliente específico com cara de fiofó. E não tô nem aí.
Por fim, e não menos importante. Eu estava pensando o que mais eu poderia colocar nesse blog, porém não tem nada que eu ache que precise de colocar a mais. Me incomoda um pouco que a coluna lateral esteja ocupando tanto espaço, mas não sei como vou resolver isso, não queria ter que tirar nada. As vezes eu preciso de uma ideia mirabolante.
Enfim, é isso por enquanto.


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