Hoje eu queria começar esse post comentando que apesar de eu ter errado para sair da garagem, eu consegui sozinha consertar a manobra e sair com eficiência. Eu sempre esqueço que a ré é do contrário. Porém, em contrapartida, depois de umas duas manobras, consegui parar o carro direitinho na frente da empresa (ele precisa ficar mais junto do meio fio, porque a rua é apertada e passa muito caminhão, daí pra não correr o risco...). Ou seja, foi um dia de wins e +XP.
Mas, o assunto principal do post não é esse. Eu queria comentar que eu arrumei um terceiro hobbie pra minha vida. O primeiro é blogar, coisa que eu estou fazendo agora. O segundo é escrever (apesar que blogar e escrever conta como a mesma coisa). E o terceiro, eu voltei com a minha loja do IMVU. Porque eu gosto muito de ficar desenhando as roupinhas, mesmo que minhas roupas não fiquem no nível das roupas de criadores mais profissa, porque só sei editar e não criar do zero. Mas eu tento fazer umas coisas mais criativas e diferentes.
Vou tentar não ter muito olho clínico ao fazer tudo. As vezes, a gente só precisa fazer os hobbies por fazer. Cantar ruim, desenhar feio, escrever brega. O que deixa a gente feliz e a nossa cabeça satisfeita. E nesse momento que eu preciso comunicar pro meu cérebro cansado de dirigir que "Calma, eu tô te dando um descanso, viu? Não precisa me por doida."
Mudando de assunto, porém ainda falando de criar coisas, tem muita gente que fala que a AI vai tirar o trabalho do designer. Eu só queria comentar que ultimamente a AI está me dando é mais trabalho, isso sim. O motivo disso, é que as pessoas geram as coisas na AI, mas quando precisam de uma coisa em um formato diferente, uma logo em vetor, ou fazer qualquer alteração, ainda mais para impressão em grandes formatos, tá sobrando pra designer aqui refazer. E vocês não tem noção quantas artes de AI eu já refiz. Inclusive estou refazendo uma agora enquanto escrevo esse post (rebeldhy).Na verdade, parando pra pensar, temos duas profissões. O designer, e o arte-finalista. O arte-finalista, que é a profissão que escolhi para mim, é justamente a pessoa que conserta as cagadas do designer. E a maioria dos lugares, agências de publicidade e designers independentes, não são arte-finalistas. Então, desde que entrei para o ramo de gráfica, seja de papel ou de comunicação visual, minha vida está sendo consertar serviço de outras pessoas para mandar pra máquina. Seja de cor, ou de posicionamento dos elementos, ou de fonte, tudo o que você pensar.
E te falar, a grande e esmagadora parte dos designers não tem muita noção de como fazer arte para impressão. Normalmente, artes para web são mais dinâmicas e não precisam seguir muitas regras. Mas quando você precisa transferir isso pro papel, adesivo ou lona, tem algumas coisas que precisam ser feitas que só quem tem experiência na área consegue saber. E é cada detalhezinho idiota que vocês ficariam surpresos. Vou dar um exemplo, da fonte Montserrat, a fonte queridinha do momento dos designers (justo, ela é bonita), é um porre quando vai usar para recorte de adesivo ou alguma coisa. Isso é porque ela é criada com uns "cortes" invisíveis (vide imagem ao lado). Daí sempre que chega alguma coisa nessa fonte é um sofrimento pra ficar removendo esses "cortes". Mas como que o designer iria saber disso? Como que o designer iria saber que a fonte com menos de 5mm de espessura pode entupir? Como o designer vai saber que se não colocar o texto em 100% black, ele dá problema? Tá chega. Mas é isso.E mesmo assim, eu amo meu trabalho.
E agora, além de tudo, aparentemente eu sou arte-finalista de AI. As vezes, realmente a profissão do designer está comprometida, porém o póbi arte-finalista segue sofrendo, se não é por humanos, é por robôs mesmo...
Ainda no papo de design, eu sinto que preciso falar sobre o Canva. Claro que o Canva evoluiu MUITO desde que surgiu, e eu tinha uma grande antipatia da ferramenta porque ela só dava problema quando chegava para imprimir (na gráfica de papel). Os espaçamentos, tamanhos e cores nunca eram respeitados e juntava o fato de como era uma ferramenta acessível para o usuário leigo, chegavam coisas muito fora da casinha e fora da configuração pra arrumar. Hoje em dia, eu ando, sem vergonha nenhuma, usando mais o canva para fazer arte que o Corel e o Photoshop. É claro que ele tem uma infinidade de limitações, mas ele tem tantas ferramentas úteis, como tirar o fundo e otimizar a imagem. Fora milhares de recursos como vetores e fotos inclusos, coisas que eu passava horas pesquisando no Freepik. Tem hora que entro no canva só pra pegar fotos. Claro que não substitui 100%, mas tem hora que preciso fazer designs rápidos, eu acabo recorrendo em fazer as coisas nele. Pelo menos eu tenho noção melhor das regras de impressão.
Bem, e é isso. Acho que como é a minha profissão, eu talvez traga algumas coisas que eu ache interessante sobre design ou teoria das cores. Mas isso é um talvez.

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