20 maio 2026

Falando sobre histórias da minha cabeça

No ultimo post, eu falei sobre escrever, e principalmente contos para tirar coisas da cabeça. Agora eu queria falar de histórias que estão na minha cabeça, ainda não escritas, mas que talvez algum dia eu escreva...? E falar um pouco sobre elas, e porque não escrevi sobre elas ainda. Como o foco de toda história é sempre o casal principal, os tópicos vão ser obviamente baseado nisso. Vou comentar de onde veio a inspiração, e talvez algumas coisas sejam bregas? Talvez. 

Mas como ninguém vai ver esse blog mesmo... E eu tenho até imagem delas, eu queria falar um pouco sobre algumas delas.

1. Arisa Hiroki e Retsuko Hana (futuramente Retsuko Hiroki)

No Japão dos anos 60, a Yakuza tinha um grande poder sobre as cidades. E dentre as gangues, havia Arisa Hiroki ou Hiroki-sama, a líder de uma gangue e administradora de uma casa de jogos de aposta, como cartas hanafuda ou máquinas de pachinko. Mesmo sendo mulher, por sua habilidade com a espada, força e senso de liderança, ela acaba se tornando a chefe dessa gangue. Muito metódica e organizada, Hiroki administra seu território com "punho de ferro" administrando a justiça que achava correta. Um dia, um parceiro de negócios a apresenta uma mulher de nome Hana. Ela havia sido treinada como Maiko, porém se afastou da função e atualmente não tinha para onde ir. Hiroki, que de início não tem muita paciência, acaba vendo um valor em Hana como sua ajudante contábil. O foco da história, por incrível que pareça, é na Hana, e a lenta integração dela na Yakuza, até que ela e Arisa se tornam um casal e continuam administrando a gangue juntas.

Porque eu não escrevi ainda? Se tem uma coisa que eu não gosto de criar em universos "reais" é cometer gafe histórica, ou acabar apenas refletindo estereótipos hollywoodianos. E além do fato que eu estaria já estaria suspendendo a descrença ao dizer que existia uma pessoa como a Hiroki, ainda existe o fato que nesse universo paralelo, o relacionamento das duas é visto como algo comum. Mas, deixando isso de lado, eu sinto que teria que estudar mais e entender melhor a cultura para escrever algo assim.

2. Ares (Dahlia Ehrmantraut) e Reina Valtierra

Eu vou ter a maior cara de pau do mundo e assumir que a história dessas duas foi inspirada em Círculo de Fogo. Num mundo futuro, monstros gigantes são combatidos com Mechas. A diferença, é que os mechas são controlados por uma pessoa apenas. E Dahlia, de codenome Ares era uma ás da pilotagem, enquanto Reina é superintendente de inteligência. Nessa história, Ares e Reina já começam a história como um casal. O cenário é na Academia de Cadetes, na qual Ares se torna comandante e é designada para treinar os cadetes, coisa que ela detesta. Porém, em sua turma, está Olga Spatz, a filha de outro ás de nome Orland Spatz que morreu em combate. E depois de um surto de Olga, Ares e Reina começam a investigar e descobrem que as memórias de Orland foram implantadas na filha, em um projeto experimental na tentativa de criar pilotos melhores. E enquanto Ares precisa lidar com essa situação, assim como sua turma de cadetes, há uma ameaça de monstros ainda mais gigantes, de um jeito que nunca mais foi visto.

Essa história se divide em duas partes, na verdade. Passado e futuro, onde no passado, conta a época que Dahlia e Reina eram cadetes, e todos achavam que elas eram rivais, quando na verdade, estavam vivendo um tipo de romance que permanece em segredo, e que é revelado em um momento dramático onde Dahlia salva a vida de Reina.

Porque eu não escrevi ainda? Vários motivos. Pouco desenvolvimento demais, não pensei em informações suficientes. Clichês demais, sem falar que é inspirado em algo que já existe. Sem falar que é uma história que ficaria grande, pois seria dividida em duas partes, e na segunda parte, todo drama principal que pensei não gira em torno do casal e sim dos cadetes, que sofrem baixas, se machucam, e deixam o curso, até a ameaça final. 
3. Adelia Hart e Yolanda Wolfstein

Nesse universo, existem os vampiros. E eles tem três categorias: Arcanos, Bestiais e Caçadores. Em resumo, vampiros Arcanos podiam usar magia, Bestiais eram mais animalescos e Caçadores eram os que lutavam de forma mais ágil e elegante. Os vampiros não eram criados, e sim nascidos de um ritual. E o tipo deles, o que eles são, já é predefinido de nascença. Eles envelhecem até os 25 anos, e depois se tornam imortais. 

Para educar esses vampiros, tanto em relação aos poderes quanto a convivência com humanos, existia a Academia Obsidiana. A Academia era um organismo vivo e consciente, uma entidade que servia aos Hart desde os tempos primórdios.

Adelia era a filha da diretora e presidente do conselho, obcecada por organização e controle. Enquanto Yolanda, filha de um vampiro Caçador famoso, é completamente o oposto, pavio curto, violenta e brutamontes. Ela tem dificuldades de agir como Caçadora, e o "plot twist" (muito óbvio) é que ela era uma Bestial, filha de um grande amigo do pai adotivo de Yolanda.

Essa história é a típica enemies to lovers, na qual as duas se detestam no começo, mas várias coisas acontecem e elas se tornam um casal. 

Porque eu não escrevi ainda? Porque eu já tinha uma história com vampiros, mesmo que diferentes. Porque não me apetece muito histórias que se passam com alunos de um colégio (não tenho paciência), e porque eu simplesmente não pensei como a história se desenrola pro fim.

4. Kenzin e Naitai 

O reino mágico de não tem nome ainda, era dividido em dois lados. Luz e escuridão. Isso não necessariamente significava que um lado é bom e o outro ruim. Apenas se tratava da influência mágica que rege o local, mas os dois lados são fundamentais, como Yin e Yang. O que inclusive interfere no ambiente e na aparência das pessoas. As pessoas do lado da Luz, tem os cabelos brancos, usam vestes brancas, até a vegetação é clara. Em contrapartida o lado das sombras, é escuro, as pessoas tem o cabelo escuro ou preto, a vegetação do local é mais escura e etc.

Porém, graças a desavenças políticas, os dois lados estão em guerra. E a história começa justamente no fim dessa guerra, onde a princesa do reino das sombras, Naitai, também conhecida como "Dark Lightning" pois controla trovões obscuros, é capturada pelo lado da luz, junto de seu pai, o rei e diversos soldados. Naitai faz um acordo para libertar todos e finalizar a guerra, em troca ela ficaria e serviria a princesa Kenzin, do lado da luz, conhecida como "Fog Fall", pois controla o poder da névoa.

Porém, convivendo juntas, elas descobrem muitas coisas sobre a guerra e sobre a magia do mundo. E no final, tentando sobreviver a conspirações políticas mirabolantes, elas acabam se unindo como um casal.

Porque não escrevi ainda? Sei lá. Essa história eu inventei faz tanto tempo que na época Kenzin era um homem... Mas ela não tem escopo o suficiente para se manter sozinha até então, sabe? Então tá engavetada até um dia que eu animar. Sem falar que é outra com dinâmica enemies to lovers, então... 

5. Celina Triskelion (Triska) e Vidari Vankennel

O Reino de Astreia era um mundo onde as pessoas tinham características básicas, biótipo e funções baseadas em animais do zodíaco (mesmo que não tivessem traços animais como cauda ou orelhas). Sendo esses dragão, cão, boi, tigre, galo, médico, cabra, rato, macaco, porco, cavalo, coelho e serpente. Cada um cumpria seu papel e função dentro da sociedade, para manter tudo funcionando devidamente.

Porém, também havia os gatos. Estes, que foram deixados de fora do zodíaco, eram desprezados pelos demais habitantes e eram isolados às favelas, sofrendo repressão e preconceito.

Nesse mundo, Vidari Vankennel é uma cão, e os cães justamente cuidam da segurança do reino. Porém, desconfiada da traição de um outro cão, ela contrata Celina Triskelion, ou Triska, uma gatuna (han han) que poderia roubar informações importantes. 

Porém uma coisa leva a outra, e Vidari precisa de Triska em mais missões, e nessas missões que vão se juntando, elas vão se aproximando cada vez mais.

Porque não escrevi ainda? Porque essa temática de reino com separação de castas já estava presente em As Linhas de Ignatius, que escrevi recentemente. Isso não é suficiente para descartar a ideia, porém eu preciso fermentar ela um pouco melhor, inicio, meio e fim. Conceito e estrutura e personagens, eu tenho em mente. O problema é o resto do enredo.

6. Juno e Marie

A Metalúrgica Abismo é gigantesca, a ponto de formar uma pequena cidade ao arredor, com todos os trabalhadores. Era uma empresa de práticas abusivas e uma estrutura corrupta. Até mesmo a cidade é controlada por uma panelinha de donas de casa, comandadas pela esposa de um gerente sênior. 

Tudo começa quando os irmãos Juno e Cillian se mudam para uma casinha dessa cidade. Cillian havia conseguido um emprego na fábrica e Juno era uma perfeita dona de casa que sabia cozinhar bem, cuidava do jardim e da casa, o que já desperta interesse repentino da população da cidade. 

Na fábrica, Cillian faz amizade com Marie, uma soldadora forte e gentil, pária da cidade pois defendeu uma jovem de um superior que lhe cometia assédio, dando um soco no nariz dele. Portanto, ela era isolada de tudo. No que a amizade começa, Cillian leva Marie para jantar em casa, e assim ela conhece Juno. 

Apenas a amizade com Marie já é o suficiente para colocar Cillian em Juno em maus lençóis, mas eles mantém a cabeça erguida, e cada um do seu jeito começa a desafiar as normas dessa cidade conservadora e abusiva.

Porque não escrevi ainda? Tempo. Tenho quase certeza que essa é a próxima que irei escrever, depois da Espectro Sideral. Ao contrário das outras que tratam temas mais surreais, essa eu queria trazer pra realidade, inclusive falando sobre os preconceitos com as pessoas LGBT+. Eu, como uma CLT, sempre almejo por justiça pelo trabalhador. E essa história é meio que meu "hitting home", pois é muito a justiça social que eu gostaria de ver. 

7. Rosalya Dietrich e Violet Murdock

Essa história teria um tom mais sombrio, tipo aquelas histórias com estética Noir dos anos 60. Na história, Violet é uma detetive novata, que fica encarregada de um caso para encontrar a Condessa, Rosalya no caso, uma ladra de joias que foge da polícia há muito tempo. Em tempos machistas, Violet é discriminada no seu ambiente de trabalho, principalmente pelo seu capitão. Porém, ela tem boas habilidades investigativas (e uma disposição que os policiais corruptos não tinham), e acaba no rastro da Condessa, sendo a primeira a chegar mais próxima de uma pista verdadeira. O que desperta o interesse de Rosalya, que começa a seguir a detetive.

Porém, em uma noite, o capitão de Violet a agride. E revoltada, Rosalya decide se apresentar para Violet e juntas elas descobrem segredos muito sombrios que envolvem tanto o capitão (um serial killer que usava seu cargo para ocultar seus crimes), quanto da polícia. E assim, ladra e detetive precisam trabalhar juntas para por um fim nisso.

Porque eu não escrevi ainda? Porque eu não sinto que sirvo pra escrever temas sombrios. Acho que ia ficar estranho.

E obviamente, todos os dias eu crio histórias, mundos, personagens que não tem nome, histórias que somem apenas em um conceito. Essas que eu trouxe são as que se tornaram mais "sólidas" e próximas de ganhar vida. Por isso faço um pouco de questão de registrar, pois vai que um dia que efetivamente escreva...?

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