19 maio 2026

Escrevendo sobre coisas diversas

Hoje eu to sendo rebeldhy e escrevendo no meio do serviço. Mas como eu descobri que escrever pra mim é um bom regulador emocional (eu sei, eu sei, não vou ficar estendendo muito nesse papo de ansiedade), eu acho que vou aproveitar meus minutos livres para escrever sobre várias coisas. 

Primeiramente, eu queria debater o fato de que, o que aconteceu com o mundo que de repente as músicas tem menos de três minutos? Algumas tendo menos de dois minutos? Eu entendo que antigamente havia uma limitação tecnológica, porém hoje em dia, essa limitação não existe. Portanto os artistas ou as gravadoras, ou não sei quem, estão deliberadamente escolhendo fazer músicas menores. Provavelmente para encaixar melhor em redes sociais tipo Tiktok. O que é um saco, porque tem músicas que são muito legais, e quando você começa a sentir ela, ela já acabou. Um exemplo é a Ma Meilleure Ennemie do Stromae. Musica ótima, porém menos de 2:50. Ou a Babydoll do Dominic Fike, que inclusive me deixou pensativa sobre esse assunto. Entre outras, não estou com paciência de ficar lembrando.

Eu sempre leio coisas sobre a sociedade imediatista, de uma situação que as pessoas não conseguem manter o foco da atenção por muito tempo, ou em uma coisa só. Eu mesma me pego vítima dessa situação quando percebo que as vezes não consigo ver vídeos longos ou fazer apenas uma coisa só, ou pegar um livro para ler, ou assistir uma série. Ao mesmo tempo, eu me pergunto se esse tipo de coisa que a gente consome, caberia "mais conteúdo"? No sentido de, se essas músicas fossem mais compridas, será que seriam boas ou ficariam repetitivas? E da mesma forma, um conteúdo criado para ser mais dinâmico e rápido, ficaria bom estando longo? Acredito que não.

O importante talvez seja balancear os dois lados, consumir de tudo um pouco, porque tudo tem espaço na nossa vida.

Falando sobre livros, eu não leio muito, mas eu gosto de escrever (como pode se perceber por esse blog). Sou boa escritora? Acho que não. Minha narrativa e argumentação não são muito coesas e não conseguem seguir uma linha, e eu não tenho estudo o suficiente, de gramática ou ortografia para ser uma escritora profissional, portanto considero que escrever hoje em dia é meu principal hobbie. 

Eu tenho uma história mais comprida, dividida em três livros, com um universo complexo e várias personagens vampiras sapatonas. Um dia, eu pretendo publicar, mas ainda estou na escrita da metade do segundo. De uns tempos pra cá, eu venho escrevendo contos também. Histórias de mais ou menos uns vinte capítulos com umas 2500 palavras, cada um. E está sendo bem divertido dar vida a algumas histórias que só estavam na minha cabeça, sem o peso de escrever um livro inteiro. 

Eu gosto de histórias GL. Acho que porque fogem um pouco do que a gente encontra na mídia tradicional. Normalmente quando temos personagens que são LGBT+, a história deles e o drama deles gira em torno disso, salvo casos raros. O que eu gosto é de mundos e situações que isso seja algo normal, tratado como normal. Exemplo, o primeiro conto que escrevi, dos dragões de Ignatius, o gênero é algo irrelevante. E eu gosto de escrever sobre mulheres, porque sou mulher e me entendo como mulher então acho mais fácil escrever. O que estou escrevendo agora, de piratas espaciais, é algo que é indiferente. Não existe esse drama de "ai elas são duas mulheres" ou "ai, estou gostando de uma mulher". Só é e pronto. Acho mais interessante histórias assim. 

Inclusive, depois vou pesquisar recomendações sobre livros que são dessa forma. Quem sabe eu volto a ler e também consigo melhorar minha escrita ao fazer isso? E posso inclusive vir falar aqui sobre e fingir que tenho um... BOOKBLOG (lembrando um pouco dos booktoks).

Falando agora em blog, eu estava revirando algumas coisas minhas de blog no passado. Como eu disse, eu na minha juventude tive blog por muito tempo. A diferença, que ao invés de escrever pra mim mesma e pra meu leitor imaginário, tinha uma comunidade, blogs que você visitava e posts que você lia. Eu relembrei muito, com a ajuda do Wayback Machine, a época de uma comunidade online chamada Onigiri-Quase-Prédio. Na época, a comunidade anime gostava de interagir em blogs chamados de prédios, comunidades onde o conteúdo era específico. E como o Onigiri não tinha tema específico, era quase prédio. Nessa época, conheci muita gente, conversei com várias pessoas. Mas com o tempo, foi ficando para trás e eu perdi contato com todo mundo. E procurando sobre a criadora desse blog, eu percebi que nunca iria saber como ela está. Se está bem, se está mal. Na época (hoje em dia também), era mais comum nos conhecermos apenas por codenomes (O meu na época era Valentine, antes do nome Valentina ficar popular, juro), e não tínhamos redes sociais com todas as informações da nossa vida, igual temos hoje (eu não tenho, eu uso o instagram que nem uma tia, postando fotos de coisas). Ou seja, são pessoas que nunca mais eu vou saber onde está. Mas eu espero que onde estejam, que estejam bem. 

E... Acho que por enquanto é isso o que eu tinha para falar. Preciso voltar ao trabalho.

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